Tag: drogas trabalho

Existe uma Cracolândia na sua empresa

No Comments

Por que as empresas devem olhar para questões de abuso de substâncias?

O fato de que algumas pessoas usarem substâncias como o álcool ou drogas ilícitas, ou que algumas pessoas usam drogas de prescrição não é novo.

São Paulo está vivendo um grande drama que é o da Cracolândia nas ruas, mas será que ela está presente apenas nas ruas…

Porém ,agora tomamos consciência do quanto o abuso de substâncias químicas está afetando o local de trabalho e como muitos locais de trabalho têm incentivado o uso de substâncias como o álcool ou drogas lícitas e ilícitas sem saberem como.

O aumento de trabalhadores em situação crítica e prejuízos dentro da empresa não permitem mais dissimulações e preconceitos ao ser abordado com este assunto.

 

Com o avanço tecnológico, muitos aspectos no local de trabalho hoje exigem do trabalhador grande concentração e reflexos precisos e rápidos.

Um desleixo nestes comportamentos tem causado acidentes graves e até fatais, e tem interferido na precisão e eficiência do trabalho.

De várias formas o abuso de substâncias químicas podem causar problemas no trabalho, entre elas podemos citar:

  1. Absenteísmo, doença e /ou produtividade reduzida;
  2. Preocupação com a obtenção e utilização de substâncias no ambiente de trabalho, interferindo na atenção e concentração;
  3. atividades ilegais no trabalho, incluindo a venda de drogas ilícitas a outros funcionários;
  4. efeitos psicológicos ou relacionados com o stress devidos ao abuso de substâncias por um membro da família, um amigo ou um colega de trabalho que afeta o desempenho profissional de outra pessoa.

Este texto tem duas finalidades principais: primeira é discutir questões que indicam como problemas de abuso de substâncias podem afetar o local de trabalho, possíveis custos para uma empresa e como uma empresa pode resolver tais problemas e a segunda é introduzir a RELISE como uma empresa atuante na área de dependência química, através de palestras voltadas para a consciência do trabalhador e através também de atendimento terapêutico individualizado.

As drogas mais comuns em algumas profissões

Segundo levantamento feito pelo Jornal Folha de São Paulo, de 13/03/2003 verificou-se a seguinte tendência:

Médicos e enfermeiros 
Especialmente anestesistas, cirurgiões e profissionais que trabalham em UTI tendem a consumir os chamados opiáceos, como a morfina e a dolatina. Após duas ou três vezes de uso, a pessoa pode tornar-se dependente

Caminhoneiros e motoristas de ônibus 
As anfetaminas são as mais utilizadas por esses profissionais. Como, muitas vezes, são obrigados a se manter acordados a madrugada toda, recorrem à droga. Mas o efeito cessa abruptamente e, de uma hora para a outra, o usuário pode dormir no volante, o que pode causar sérios acidentes.

Operadores da Bolsa de Valores, advogados, publicitários e jornalistas 
A pressão do tempo, o acúmulo de trabalho e a necessidade de produzir intensamente são razões que levam à escolha da cocaína, droga altamente estimulante, por parte desses profissionais; o álcool também é praxe, principalmente para relaxar após um dia todo de trabalho

Marinheiros, estivadores, operários da construção civil 
Não somente esses profissionais, como os demais que trabalham em espaços abertos encontram menos obstáculos para consumir maconha, cocaína, crack ou drogas injetáveis.

Jovens profissionais
Ecstasy, ácido e “poppers”: as drogas da moda são as que mais atraem o público jovem, que pode começar a semana de trabalho baqueado pelos abusos cometidos nas baladas de final de semana.

Álcool
Os efeitos físicos vão de sensação de moleza e cansaço e dificuldade para se concentrar a dor de cabeça e enjôo, entre outros. Além disso há desconforto também para quem trabalha ao lado. O álcool é responsável por grande parte dos acidentes de trabalho que acontecem após o almoço. Quem usa essa droga tende a ser inquieto, ansioso e, às vezes, agressivo quando quer beber e não pode. Os médicos alertam para o perigo da cultura do “happy hour”: recorrer à bebida para relaxar após o expediente pode levar à dependência. O álcool é ainda um dos grandes responsáveis pelo absenteísmo na segunda-feira: a pessoa bebe muito no final de semana e não consegue encarar o trabalho por causa da ressaca.

Cigarro
Aproximadamente a cada 30 minutos, o fumante começa a apresentar sintomas sutis de abstinência, como irritabilidade, inquietação, ansiedade e queda na concentração. É comum que ele conviva com esses sintomas o dia todo, livrando-se deles só ao acender um cigarro. Outra decorrência do vício é a queda na produtividade. A maioria das empresas hoje oferece os “fumódromos”, que protegem os não-fumantes. Contudo, toda vez que vai fumar, o funcionário perde pelo menos dez minutos de trabalho, sem contar o tempo que leva para voltar a se concentrar. Quem fuma também tende a sentir menos disposição e faltar mais ao trabalho por doença, em consequência da queda de resistência, por exemplo.

Maconha
Quando retoma suas atividades, quem usa maconha tende a ficar desatento, disperso e com dificuldade para realizar tarefas mais complexas ou para processar várias informações ao mesmo tempo. Esses efeitos podem acometer também o usuário de final de semana e ainda com mais intensidade quem consome um cigarro de maconha todo dia. Segundo os médicos, a capacidade de concentração fica comprometida durante dois ou três dias posteriores ao uso. Quem consome a droga três vezes por semana, pelo menos, pode apresentar menor motivação no dia-a-dia.

Cocaína
Em geral, usuários de cocaína tendem a ficar instáveis mentalmente, apresentando comportamento mais impulsivo e irritadiço. O consumo no trabalho pode deixar o usuário muito eufórico em uma reunião, agressivo em outra e, não raro, deprimido após o efeito do entorpecente.

Quais são os custos para uma empresa?

Os impactos econômicos do abuso de substâncias para empresas ou indústria têm sido tradicionalmente difíceis de medir.

Muitos custos são ocultos por absenteísmo geral ou doenças, falta de produtividade “despercebida”, incapacidade ou relutância em vincular o abuso de substâncias diretamente com causas de acidentes.

Em geral, estudo em países desenvolvidos como os EUA e o Canadá, o abuso de substâncias custa para a economia bilhões de dólares americanos. Esse valor inclui os custos do tabaco, álcool e drogas ilegais.

O estudos mostram que os maiores custos são para:

perdas de produtividade,

deficiência imunológica que afeta diretamente a saúde do trabalhador colaborador,

problemas com a polícia e outros tipos de aplicação da lei,

outros custos diretos.

Percebemos que os custos totais para uma empresa podem ser tanto diretamente quanto indiretamente associado ao problema da dependência química.

O que o local de trabalho pode fazer?

O trabalho pode ser um lugar importante para lidar com questões de abuso de substâncias.

Empregadores e funcionários podem colaborar para conceber políticas que delineiam o que é um código de comportamento aceitável e o que não é.

Ao estabelecer ou promover programas como um Programa de Assistência a Empregados (PAE), os empregadores podem ajudar os funcionários com problemas mais diretamente ou fornecer referências a serviços comunitários.

Os locais de trabalho são encorajados a estabelecer um procedimento ou política para que a ajuda possa ser fornecida de forma profissional e consistente, através de atendimentos terapêuticos, Palestras, etc.

É importante que os supervisores e gerentes tenham um recurso ou um procedimento em que possam confiar se surgir a necessidade.

Os funcionários precisam saber que todos serão tratados da mesma maneira.

Pré-planejamento, como para muitos outros problemas de saúde e segurança ocupacional, é a melhor maneira de evitar confusão e frustração em tempos que já são difíceis.

Além disso, os gerentes e supervisores devem ser educados de como reconhecer e lidar com questões de abuso de substâncias e aos funcionários devem ser oferecidos programas educacionais e assistências terapêuticas.

Contatos: